O edema (ou inchaço) é uma queixa bastante comum nos consultórios, pode afetar qualquer parte do corpo, com maior frequência nos membros inferiores. A insuficiência linfática é uma das causas dos edemas, como é o caso do linfedema.

O que é?

O linfedema é uma doença crônica caracterizada pelo acúmulo de líquido linfático (linfa) nos tecidos. O inchaço ocorre quando o sistema linfático é incapaz de drenar a linfa corretamente, ou seja, há uma insuficiência linfática.

O membro com linfedema pode desenvolver infecções bacterianas mais facilmente, conhecidas como erisipelas, por conta da redução da imunidade no local. Isso piora ainda mais a condição, além de aumentar o volume e o peso do membro afetado, segundo a Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV).

O linfedema é classificado em:

• Primário: É congênito, quando há uma malformação das veias linfáticas, dos vasos linfáticos ou ausência das vias linfáticas.

• Secundário: É o mais frequente e desenvolvido ao longo da vida do paciente. Ocorre devido a um bloqueio no sistema linfático, que incluem: inflamações, infecções, lesões causadas após intervenções cirúrgicas – como tratamentos para câncer –, distúrbios circulatórios venosos e linfáticos.

Tem tratamento?

Sim! A consulta com um cirurgião vascular ou angiologista é indispensável para o diagnóstico precoce e escolha do tratamento mais eficaz. Como não tem cura, o tratamento deve ser constante e envolver medidas para minimizar os sintomas e prevenir complicações.

Uma das formas de tratamento é a drenagem linfática. A técnica estimula o funcionamento do sistema linfático, aumenta o volume e a velocidade da linfa a ser transportada pelos vasos e ductos linfáticos, de acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia. Como resultado, há uma redução de edemas e linfedemas, maior hidratação e rapidez na cicatrização de um ferimento.

As meias elásticas também são de extrema importância. A compressão influencia na diminuição do edema e dificulta o aparecimento de novos. Antes de utilizá-las é necessário procurar um angiologista ou cirurgião vascular para a indicação correta, pois as meias exigem uma adaptação para cada paciente e devem ser ajustadas individualmente.

Outra atitude que auxilia no tratamento é a perda de peso. Manter uma alimentação adequada e praticar exercícios físicos podem ter impactos positivos nos pacientes.

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